Doppler peniano na disfunção erétil: o protocolo, as velocidades e como laudar insuficiência arterial e venosa
Como é feito o Doppler após injeção intracavernosa, quais medidas registrar e em que tempos, os valores de pico sistólico e de diastólica final, e o que mais descrever, como as placas de Peyronie.
O Doppler peniano é o exame que diferencia as causas vasculares da disfunção erétil: insuficiência arterial e disfunção veno-oclusiva. É um exame com protocolo, e a interpretação depende de uma ereção adequada. O laudo precisa dizer como o exame foi feito, em que tempos as medidas foram tomadas e qual foi a resposta.
O protocolo
- Exame basal em flacidez: corpos cavernosos, túnica albugínea, uretra e as artérias cavernosas.
- Injeção intracavernosa de droga vasoativa, em geral prostaglandina E1, feita pela equipe médica responsável.
- Medidas nas duas artérias cavernosas, na base do pênis, em tempos seriados, por exemplo a 5, 10, 15 e 20 minutos.
- Registro da qualidade da ereção obtida. Ansiedade pode reduzir a resposta, e uma segunda dose ou estimulação pode ser necessária.
Ereção prolongada é uma complicação conhecida da injeção, e o serviço precisa ter orientação e conduta definidas para ela.
Os valores
- Velocidade de pico sistólico (VPS) da artéria cavernosa: valores acima de cerca de 35 cm/s indicam função arterial adequada; abaixo de 25 cm/s indicam insuficiência arterial; entre 25 e 35 cm/s, a interpretação é limítrofe.
- Velocidade diastólica final (VDF): com resposta arterial adequada, VDF persistentemente acima de cerca de 5 cm/s indica disfunção veno-oclusiva (escape venoso).
- Índice de resistência (IR): valores próximos de 1, com fluxo diastólico ausente ou reverso, indicam veno-oclusão normal; valores mais baixos reforçam a suspeita de escape.
A disfunção veno-oclusiva só pode ser diagnosticada quando a resposta arterial é adequada. Com VPS baixa, a VDF elevada não é interpretável.
O que mais descrever
- Placas da doença de Peyronie: espessamento focal da túnica albugínea, com ou sem calcificação, com localização e dimensões.
- Assimetria entre as artérias cavernosas.
- Fluxo reverso precoce e colaterais.
- Fibrose dos corpos cavernosos.
Erros comuns
- Laudar insuficiência arterial com ereção claramente incompleta, sem registrar a resposta.
- Diagnosticar escape venoso com VPS baixa.
- Medir as velocidades longe da base do pênis ou com ângulo inadequado.
- Omitir os tempos das medidas.
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Como o Laudário ajuda
Nos modelos de Doppler peniano do Laudário:
- Velocidades das duas artérias cavernosas por tempo, em tabela.
- Placas de Peyronie com localização e medidas.
- Técnica, droga e resposta registradas na aba de técnica.
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