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Doppler peniano na disfunção erétil: o protocolo, as velocidades e como laudar insuficiência arterial e venosa

Como é feito o Doppler após injeção intracavernosa, quais medidas registrar e em que tempos, os valores de pico sistólico e de diastólica final, e o que mais descrever, como as placas de Peyronie.

LaudárioLaudos de ultrassom na prática 22 de setembro de 2026 3 min de leitura

O Doppler peniano é o exame que diferencia as causas vasculares da disfunção erétil: insuficiência arterial e disfunção veno-oclusiva. É um exame com protocolo, e a interpretação depende de uma ereção adequada. O laudo precisa dizer como o exame foi feito, em que tempos as medidas foram tomadas e qual foi a resposta.

O protocolo

  • Exame basal em flacidez: corpos cavernosos, túnica albugínea, uretra e as artérias cavernosas.
  • Injeção intracavernosa de droga vasoativa, em geral prostaglandina E1, feita pela equipe médica responsável.
  • Medidas nas duas artérias cavernosas, na base do pênis, em tempos seriados, por exemplo a 5, 10, 15 e 20 minutos.
  • Registro da qualidade da ereção obtida. Ansiedade pode reduzir a resposta, e uma segunda dose ou estimulação pode ser necessária.

Ereção prolongada é uma complicação conhecida da injeção, e o serviço precisa ter orientação e conduta definidas para ela.

Os valores

  • Velocidade de pico sistólico (VPS) da artéria cavernosa: valores acima de cerca de 35 cm/s indicam função arterial adequada; abaixo de 25 cm/s indicam insuficiência arterial; entre 25 e 35 cm/s, a interpretação é limítrofe.
  • Velocidade diastólica final (VDF): com resposta arterial adequada, VDF persistentemente acima de cerca de 5 cm/s indica disfunção veno-oclusiva (escape venoso).
  • Índice de resistência (IR): valores próximos de 1, com fluxo diastólico ausente ou reverso, indicam veno-oclusão normal; valores mais baixos reforçam a suspeita de escape.

A disfunção veno-oclusiva só pode ser diagnosticada quando a resposta arterial é adequada. Com VPS baixa, a VDF elevada não é interpretável.

O que mais descrever

  • Placas da doença de Peyronie: espessamento focal da túnica albugínea, com ou sem calcificação, com localização e dimensões.
  • Assimetria entre as artérias cavernosas.
  • Fluxo reverso precoce e colaterais.
  • Fibrose dos corpos cavernosos.

Erros comuns

  • Laudar insuficiência arterial com ereção claramente incompleta, sem registrar a resposta.
  • Diagnosticar escape venoso com VPS baixa.
  • Medir as velocidades longe da base do pênis ou com ângulo inadequado.
  • Omitir os tempos das medidas.

Veja também os textos sobre bolsa escrotal com Doppler e ultrassom de próstata.

Como o Laudário ajuda

Nos modelos de Doppler peniano do Laudário:

  • Velocidades das duas artérias cavernosas por tempo, em tabela.
  • Placas de Peyronie com localização e medidas.
  • Técnica, droga e resposta registradas na aba de técnica.

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